Minicurso Mindfulness para Médicos Residentes

O IMPACTO DE UM PROGRAMA BREVE E SEMIPRESENCIAL DE REDUÇÃO DE ESTRESSE BASEADO EM MINDFULNESS NA PREVENÇÃO E DIMINUIÇÃO DE SINTOMAS DE ANSIEDADE, DEPRESSÃO E ESTRESSE EM MÉDICOS NO INÍCIO DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA: Testando e avaliando ferramentas para um estudo futuro.

Olá! Estamos convidando médicas e médicos que estejam envolvidos com programas de residência em 2018, como residentes ou preceptores, para participar desta atividade. Veja abaixo o vídeo de divulgação, as informações sobre o programa e inscreva-se!

 

OBJETIVOS

A presente iniciativa tem por objetivo dar início ao processo de elaboração, teste e avaliação das ferramentas metodológicas que possibilitarão a realização de um futuro estudo.

Para tanto, ofereceremos gratuitamente um Minicurso Semipresencial de Introdução em Mindfulness a residentes admitidos em diferentes programas de residência médica, qualquer especialidade, bem como para preceptores interessados na temática.

Em contrapartida, os participantes deverão se disponibilizar a responder alguns questionários que nos auxiliarão na testagem e avaliação de ferramentas e estratégias metodológicas.

 

INTRODUÇÃO E RELEVÂNCIA

Burnout e distresse psicológico entre estudantes de medicina e médicos residentes é um fenômeno conhecido.1-9 Estudos apontam um aumento significativo nos índices de ansiedade, depressão e estresse nesse segmento da sociedade em comparação com a população em geral. Destaca-se que a saúde mental desses estudantes, ao entrarem na faculdade, mostra-se tão boa quanto senão melhor do que a dos jovens de sua idade.4,6,10 Trabalhos mostraram alta prevalência de problemas relacionados à saúde mental entre médicos residentes em diferentes contextos culturais, incluindo na América Latina.1,5,9,11-13

A saúde mental dos médicos é frequentemente discutida em termos de satisfação no trabalho, bem-estar, burnout, depressão ou ansiedade.13 Na população em geral, o estresse, a ansiedade e a depressão têm sido associados a desfechos negativos como prejuízo funcional, absenteísmo, suicídio e envolvimento em comportamentos de risco, incluindo abuso/dependência de substâncias.1,13 Observa-se que os estudantes de medicina e residentes apresentam taxas mais elevadas de ideação suicida e tentativas de suicídio em comparação com a população em geral.14-16 Uma alarmante estimativa da Fundação Americana para a Prevenção de Suicídio - AFSP aponta que entre 300 a 400 médicos morrem anualmente por suicídio nos EUA.17

Além dos impactos nocivos aos médicos enquanto indivíduos, a depressão, a ansiedade e o estresse em residentes vêm sendo associados à diminuição da qualidade nos cuidados de pacientes e ao aumento da taxa de erros de conduta médica.9,11,18-20

Focalizando-se em especial o início dos cursos de residência médica, o distresse psicológico em residentes pode estar significativamente associado àquilo que nos EUA é conhecido como o “Efeito Julho” (The July Effect), isto é, o impacto negativo observado no cuidado de pacientes e em desfechos relevantes (mortalidade, morbidade, erros médicos e eficiência do serviço) observado no momento da entrada dos residentes recém admitidos.21 Os primeiros meses dos programas de residência médica são considerados por preceptores e coordenadores desses serviços como especialmente desafiadores e relevantes para a formação dos residentes. A habilidade de autoregulação do jovem médico em manter a mente clara e focada, bem como sua capacidade de resiliência ao responder a uma série de exigências, de diferentes naturezas, mostram-se competências fundamentais que, se já não estão presentes e disponíveis no momento da admissão nos serviços, devem ser rapidamente adquiridas e desenvolvidas. Essas competências-base estabelecem condições favoráveis à aquisição das demais competências características de cada especialidade médica.

Como os sintomas de ansiedade, depressão e estresse – comuns de ocorrerem entre residentes nesse período inicial – via de regra impactam significativa e negativamente em sua saúde pessoal, em seu aprendizado ao longo de todo o programa e em seu desempenho clínico, existe uma clara argumentação para que os programas de residência médica incluam em seus currículos, a partir do ingresso dos residentes nos serviços, iniciativas eficazes para prevenir ou minimizar a manifestação desses sintomas, bem como para treinar e favorecer a aquisição das referidas competências.22

 

ANTECEDENTES CIENTÍFICOS

Dentre as várias estratégias e intervenções para a promoção de saúde que educadores vêm lançando mão em busca de mitigar o estresse, promover a resiliência, aumentar o sucesso acadêmico e a performance de alunos universitários,23,24 encontram-se as Intervenções Baseadas em Mindfulness (IBMs). O termo vem sendo frequentemente traduzido para o português como “Atenção Plena”. Entretanto, além da exatidão e qualidade dessa tradução ser questionada entre estudiosos e praticantes brasileiros, a ampla utilização internacional do termo em inglês vem favorecendo sua adoção no Brasil.

O conceito é definido como “o estado mental ou de consciência que emerge ao se prestar atenção intencionalmente à experiência presente, momento a momento, em uma atitude de abertura, aceitação e não julgamento”.25 Tal definição foi proposta por Jon Kabat-Zinn, professor da Escola de Medicina da Universidade de Massachussetts/EUA que, no final da década de 1970, desenvolveu e apresentou o modelo MBSR (Mindfulness Based Stress Reduction).26 Trata-se de um programa de treinamento da atenção e de cultivo de estados e atitudes mentais saudáveis e positivos que foi por ele aplicado originalmente em um ambulatório de pacientes acometidos por estresse e/ou dor crônica, com resultados muito positivos.

Esse programa é uma versão laica e adaptada ao contexto ocidental contemporâneo de práticas contemplativas e meditativas orientais, oriundas especificamente da tradição Theravada do Buddhismo, sendo “Sati” o termo original na língua pali que designa tal atitude mental.27,28 Mindfulness contempla práticas meditativas formais, realizadas regularmente (idealmente com frequência diária), e práticas informais, caracterizadas pelo treinamento de se trazer periodicamente a atenção, de forma gentil, aberta, equânime e intencional, às diversas atividades e situações do cotidiano.

Altos níveis de mindfulness estão associados com baixos índices de depressão, ansiedade e estresse29,30 e podem favorecer um amplo espectro de desfechos positivos relacionados ao bem-estar incluindo redução de percepção de estresse,31,32 utilização de estratégias adaptativas de enfrentamento em situações desafiadoras32 e a habilidade de perceber uma situação com mais clareza e responder de forma mais eficaz,33 com consequente melhora na percepção de autoeficácia.35 As IBMs são recomendadas para a prevenção e gerenciamento de estresse e de depressão pelo NICE (National Institute for Health and Care Excellence) do Reino Unido.35

Observa-se um crescente interesse no uso de mindfulness para a promoção do bem-estar de estudantes de medicina, para o fomento de seu desempenho acadêmico e para o treinamento dos profissionais de saúde iniciantes visando a uma atuação reflexiva, empática e paciente centrada.22,36,37,38 Uma recente revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados e não randomizados (19 estudos, em um total de 1815 participantes) avaliou, através de meta-análise, a eficácia de IBMs e seus efeitos entre estudantes da área da saúde (médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos). Concluiu-se que as IBMs diminuem estresse, ansiedade e depressão e melhoram os índices de atenção e consciência plenas (mindfulness), humor, autoeficácia e empatia.22 Outra também recente revisão examinou os desfechos relacionados a burnout, distresse, ansiedade, depressão e estresse em análises empíricas de IBMs junto a profissionais da saúde (81 trabalhos, 3.805 participantes), concluindo que mindfulness parece melhorar o bem estar e a performance profissional na maioria das métricas avaliadas.37

 

JUSTIFICATIVA

Confrontando as crescentes evidências disponíveis acerca dos consistentes benefícios alcançados através das IBMs, ao menos três importantes obstáculos para uma massiva implementação de mindfulness junto a acadêmicos, residentes e profissionais da área da saúde se impõem (em todo o mundo e, com ainda maior efeito, no Brasil): (a) a escassez de oferta de instrutores de mindfulness devidamente credenciados e qualificados para a condução dos treinamentos, (b) o custo da implementação desses cursos quando feitos de forma plenamente presencial e (c) o tempo requerido dos participantes para o treinamento e a prática. O protocolo original do modelo MBSR proposto por Kabat-Zinn é composto por 8 sessões semanais presenciais, cada uma com duração de 2,5 horas, mais um dia inteiro de retiro de silêncio e a recomendação de 45 minutos diários de práticas meditativas formais, além das práticas informais vivenciadas ao longo dos dias de treinamento.26 Nota-se que, no contexto do treinamento em residência médica, por exemplo, essa exigência de dedicação ao programa é incompatível com a rotina de trabalho. Um ensaio randomizado concluiu que os atritos relativos especificamente aos requisitos de tempo e cronograma em IBMs conduzidas em ambiente hospitalar limitaram seu impacto.36

Modelos que propõem intervenções breves em mindfulness vêm sendo desenvolvidos em busca da superação desta barreira (tempo requerido para o treinamento e a prática).39-44 Entretanto, ainda não se sabe com precisão se esses modelos alternativos são eficazes ou não. Uma recente revisão sistemática reuniu estudos que testaram esse tipo de intervenção junto a profissionais de saúde em ambiente hospitalar, concluindo que elas podem ser efetivas na promoção do bem-estar dessa população, mas que mais estudos são necessários para avaliar seu impacto.45 O trabalho indica que o tipo de IBMs parece menos importante do que sua adaptação ao contexto e ao cronograma do profissional de saúde. Iniciativas que lançam mão de recursos tecnológicos (DVDs, vídeos, áudios e aplicativos) para o ensino e a auto aplicação das técnicas de mindfulness também já existem.

Diante dos altos índices de estresse, ansiedade e depressão observados entre médicos residentes desde sua admissão nos programas, dos impactos significativamente nocivos desses sintomas na vida pessoal, nos processos de aprendizagem e no desempenho clínico desses profissionais e frente à comprovada eficácia dos modelos tradicionais das IBMs no enfrentamento dos referidos sintomas, importa saber se a oferta de um protocolo de intervenção breve, adaptado ao contexto específico da residência médica e elaborado com a participação de preceptores e residentes, que seja de simples e viável aplicação para um grande número de residentes com o apoio da tecnologia atualmente disponível apresenta ou não eficácia cientificamente comprovada na produção de desfechos esperados.

 

OS PROPONENTES DA INICIATIVA

Esta atividade está sendo realizada através de uma iniciativa voluntária de livre associação entre os seguintes colaboradores:

    • Paulo Faleiro - Psicólogo, MSc., Fundador e Coordenador do NUMI - Núcleo de Mindfulness.
    • Reginaldo Valacio - Médico, PhD., Preceptor e Supervisor de Residência Médica desde 1996.
    • Diana Ferreira- Médica, Preceptora de Residência Médica.
    • Laura Costa - Médica, Residente de Clínica Médica.

Para entrar em contato conosco escreva para: mindfulnessnaresidenciamedica@gmail.com


INSCRIÇÃO PARA PARTICIPAR DO MINICURSO 

As vagas para a participação dessa iniciativa são limitadas.

Os critérios de inclusão dos interessados para essa fase são: (ci1) médicos, (ci2) formalmente admitidos no programa de residência médica como residentes (qualquer fase) ou vinculados a um programa de residência na função de preceptor (ci3) ambos os sexos, (ci4) todas as idades, (ci5) qualquer especialidade, (ci6) qualquer serviço de residência médica formalmente credenciado, (ci7) em Belo Horizonte/MG.

O único critério de exclusão é (ce1) a não concordância/disponibilidade, por parte do interessado, na utilização de mídias sociais, programas de computador e aplicativos (Facebook, WhatsApp, E-mail, YouTube etc.) e recursos tecnológicos (smartphone, computador e/ou tablet) para comunicações pertinentes ao minicurso durante a sua execução.

A parte presencial do MINICURSO ocorrerá no dia 24/02, de 9 às 17h, no Campus da UFMG (Campus Pampulha da UFMG – Auditório 1A do CAD 1 - Av. Antonio Carlos, 6627 - Belo Horizonte/MG).

A parte à distância do MINICURSO ocorrerá ao longo das quatro semanas subsequentes ao encontro presencial, sendo composta por contatos virtuais/eletrônicos entre o instrutor e os praticantes, bem como dos praticantes entre si.

Para se candidatar a participar desse minicurso, gentileza acessar e preencher o

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO.

 

REFERÊNCIAS CITADAS

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